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O filme O Sal da Terra, que
deve estrear no segundo semestre do ano que vem em todo o País, foi rodado
em parte na região
Ribeirão
Claro – A histórica Ponte Pênsil Alves de Lima, na divisa entre Ribeirão
Claro (Pr) e Chavantes (Sp), foi um dos cenários escolhidos pelo cineasta
paranaense Elói Pires Ferreira para o filme ‘O Sal da Terra’ – um longa
metragem do cinema nacional, que deverá chegar aos cinemas de todo o País em
meados do ano que vem, segundo o organograma dos produtores. “A gigantesca
Ponte de Fartura, na travessia entre Carlópolis (Pr) e Fartura (Sp), também
foi filmada”, informa Elói, o diretor do filme de forte conteúdo humanista.

As
tomadas de cena foram feitas no início do mês. ‘O Sal da Terra’ conta a
história de um padre que viaja o Brasil de caminhão para fazer suas
pregações. Em uma das cenas, o caminhão-igreja cruza a Ponte Pênsil Alves
Lima (foto). “O filme todo é rodado no Paraná”, acrescenta o diretor da
obra. “O Paraná é a síntese do Brasil e aproveitamos a diversidade étnica e
geográfica do Estado para contar uma história brasileira”. Elói ficou
encantado com as paisagens encontradas no Norte Pioneiro do Paraná. “As
câmeras confirmam tudo o que se vê”, disse ele. “As paisagens são tão
maravilhosas que a gente percebe como é tão pequeno diante das coisas do
planeta e o máximo que se captura é o mínimo do que se vê”.

Na
estrada desde o dia 24 de outubro, a equipe atingiu no domingo (07) o ponto
mais distante de Curitiba para as filmagens – a Ponte Pênsil de Ribeirão
Claro. “Agora, vamos voltar pra casa”, revelou Elói. “Na segunda-feira (08),
abrimos a sétima semana de filmagens das oito previstas originalmente”. O
filme está orçado em R$ 1,2 milhão, o que é considerado de baixo custo para
os padrões do cinema.
Para
fazer o roteiro, o diretor e a equipe realizaram diversas e visitaram postos
de gasolinas e churrascarias de beira de estrada. As histórias e relatos
colhidos serviram como base para vários episódios narrados no filme. A trama
é atual e se passa no período de um ano, acompanhando as andanças do padre
Miguel – interpretado pelo ator Edson Rocha – e seus encontros com os mais
diversos personagens da vida. No0 elenco, estão também Luthero Almeida,
Christiane Macedo e vários atores paranaenses.
O diretor
de produção do filme,
Geraldo Pioli, o mesmo do badaladíssimo Aldeia, estava com a equipe.
Ribeirão-clarense, Pioli terminou o primeiro dia de filmagens na terra
natal, com um banho de piscina, seguido de churrasco. “Ribeirão Claro é meio
mágico”, diz ele. “Todo mundo se encanta com a paisagem do município”.
E, entre
uma e outra isca de carne, Pioli lembrava do tempo de adolescência na cidade.
“Eu e o Kiko (Molini, atual vice-prefeito) tínhamos uma sociedade com fins
lucrativos”, revelou. “A gente pegava casas para reformar e pintar – um
trabalho bravo, que dava dinheiro, hein?” Sempre que vem à cidade,
Geraldo Pioli visita
os irmãos, cunhados e sobrinhos.
“Passo
também no cemitério, no túmulo de minha mãe, Lúcia Jorge Pioli, falecida
recentemente”, conta o ribeirão-clarense que conseguiu destaque no mundo
mágico do cinema.
“No túmulo dela mandei escrever ‘aqui jaz uma pessoa
singular’ (única), uma frase do filósofo dinamarquês Keerkgard, o pai do
existencialismo”.
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