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O Sal da Terra

O Norte Pioneiro vai às telas do cinema nacional
Sexta-feira, 19/12/2003 11:58

O filme O Sal da Terra, que deve estrear no segundo semestre do ano que vem em todo o País, foi rodado em parte na região

 Ribeirão Claro – A histórica Ponte Pênsil Alves de Lima, na divisa entre Ribeirão Claro (Pr) e Chavantes (Sp), foi um dos cenários escolhidos pelo cineasta paranaense Elói Pires Ferreira para o filme ‘O Sal da Terra’ – um longa metragem do cinema nacional, que deverá chegar aos cinemas de todo o País em meados do ano que vem, segundo o organograma dos produtores. “A gigantesca Ponte de Fartura, na travessia entre Carlópolis (Pr) e Fartura (Sp), também foi filmada”, informa Elói, o diretor do filme de forte conteúdo humanista.

 

 As tomadas de cena foram feitas no início do mês. ‘O Sal da Terra’ conta a história de um padre que viaja o Brasil de caminhão para fazer suas pregações. Em uma das cenas, o caminhão-igreja cruza a Ponte Pênsil Alves Lima (foto). “O filme todo é rodado no Paraná”, acrescenta o diretor da obra. “O Paraná é a síntese do Brasil e aproveitamos a diversidade étnica e geográfica do Estado para contar uma história brasileira”. Elói ficou encantado com as paisagens encontradas no Norte Pioneiro do Paraná. “As câmeras confirmam tudo o que se vê”, disse ele. “As paisagens são tão maravilhosas que a gente percebe como é tão pequeno diante das coisas do planeta e o máximo que se captura é o mínimo do que se vê”.

Na estrada desde o dia 24 de outubro, a equipe atingiu no domingo (07) o ponto mais distante de Curitiba para as filmagens – a Ponte Pênsil de Ribeirão Claro. “Agora, vamos voltar pra casa”, revelou Elói. “Na segunda-feira (08), abrimos a sétima semana de filmagens das oito previstas originalmente”. O filme está orçado em R$ 1,2 milhão, o que é considerado de baixo custo para os padrões do cinema.

Para fazer o roteiro, o diretor e a equipe realizaram diversas e visitaram postos de gasolinas e churrascarias de beira de estrada. As histórias e relatos colhidos serviram como base para vários episódios narrados no filme. A trama é atual e se passa no período de um ano, acompanhando as andanças do padre Miguel – interpretado pelo ator Edson Rocha – e seus encontros com os mais diversos personagens da vida. No0 elenco, estão também Luthero Almeida, Christiane Macedo e vários atores paranaenses.

O diretor de produção do filme, Geraldo Pioli, o mesmo do badaladíssimo Aldeia, estava com a equipe. Ribeirão-clarense, Pioli terminou o primeiro dia de filmagens na terra natal, com um banho de piscina, seguido de churrasco. “Ribeirão Claro é meio mágico”, diz ele. “Todo mundo se encanta com a paisagem do município”.

E, entre uma e outra isca de carne, Pioli lembrava do tempo de adolescência na cidade. “Eu e o Kiko (Molini, atual vice-prefeito) tínhamos uma sociedade com fins lucrativos”, revelou. “A gente pegava casas para reformar e pintar – um trabalho bravo, que dava dinheiro, hein?” Sempre que vem à cidade, Geraldo Pioli visita os irmãos, cunhados e sobrinhos.

“Passo também no cemitério, no túmulo de minha mãe, Lúcia Jorge Pioli, falecida recentemente”, conta o ribeirão-clarense que conseguiu destaque no mundo mágico do cinema.

“No túmulo dela mandei escrever ‘aqui jaz uma pessoa singular’ (única), uma frase do filósofo dinamarquês Keerkgard, o pai do existencialismo”.

 

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